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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Nova pesquisa Retratos da Leitura no Brasil traça perfil de usuários de bibliotecas


Mais de 70% encaram a biblioteca como lugar de estudo, porém, somente 7% dos entrevistados frequentam bibliotecas assiduamente 14/4/2012

O Instituto Pró-Livro apresenta, em 2012, a 3ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil – considerada o maior e mais completo estudo sobre o comportamento leitor do brasileiro. A pesquisa traz diversas novidades, entre elas, um aprofundamento sobre a avaliação das bibliotecas do País como um equipamento cultural e espaço de estímulo à leitura. 

O intuito do estudo, encomendado ao IBOPE Inteligência pelo IPL, é avaliar o comportamento leitor para que, baseado nos dados apresentados, sejam formuladas políticas públicas, estratégias e projetos destinados a promover a competência leitora, o acesso aos livros e desenvolver os hábitos de leitura – iniciativas especialmente voltadas à inclusão cultural da população brasileira. Conquistar esses objetivos foi um dos motivos para o aperfeiçoamento das perguntas, como no caso das bibliotecas. Entre as questões levantadas, destacam-se: se a biblioteca pública da cidade é de fácil acesso, o que ela representa e quais as características da unidade que o leitor freqüenta. Mais do que isso, a pesquisa também traça o perfil do usuário. 

Os Retratos da Leitura no Brasil 2012 mostrou o que a biblioteca representa para os leitores brasileiros. A maioria (71%) afirmou que considera o espaço um lugar para estudar; para 61% é um lugar para pesquisa; em seguida, aparece como um ambiente voltado para estudantes para 28% dos entrevistados, e, em quarto, com 17%, a biblioteca é apontada como um local para emprestar livros de literatura. Poucos se encorajam, no entanto, a buscar livros de literatura para seu lazer. 

Outras respostas apontadas na pesquisa foram: boa opção para consultar livros para trabalhos escolares; para todas as pessoas; para o lazer; para passar o tempo; para consultar documentos e materiais de acervo; para ver filmes e ouvir música; para eventos culturais e, por fim, para acessar a internet. 

Em relação a 2007, as bibliotecas continuam em terceiro lugar entre os lugares que os leitores costumam freqüentar para ler, com 12%, atrás apenas da própria casa e da sala de aula. O local também está em terceiro como uma das principais formas de acesso ao livro, depois de comprados e emprestados por outras pessoas. Já entre os cinco e 17 anos, as bibliotecas escolares estão à frente de qualquer outra forma de acesso ao livro – o que mostra a relevância de haver boas bibliotecas nos colégios brasileiros. Em contrapartida, quando se trata de bibliotecas públicas, a posição cai para sexto lugar como principal forma de acesso. 


As bibliotecas e os leitores

O número de pessoas que afirma saber da existência de uma biblioteca pública em sua cidade não foi alterado; tanto em 2007 como em 2011 as afirmações representaram 67%. Além disso, na nova pesquisa foi acrescentado mais um quesito – se essas mesmas bibliotecas são de fácil acesso – e 71% dos entrevistados responderam que sim. 

No estudo do IPL também foi traçado o perfil do frequentador de bibliotecas. As mulheres estão à frente dos homens neste quesito, com 55%; a maioria tem entre cinco e 17 anos e são estudantes; 50% são pertencentes à classe C, sendo que 36% pertencem à A/B e 14% à D/E. Por região, o Sudeste lidera com 43% e o Nordeste fica em segundo, com 24%.

Com relação à frequência de uso, em 2007 10% alegaram utilizar frequentemente e em 2011 a porcentagem caiu para 7%. Já para os que usam de vez em quando, a porcentagem é de 17% tanto na segunda como na terceira edição da pesquisa. O restante, portanto, cerca de 75% da população, nunca frequentou uma biblioteca. O novo levantamento foi mais a fundo e perguntou sobre o tipo de biblioteca frequentada pelo leitor e a maioria indicou as escolares/universitárias.

Para contribuir com programas de incentivo à leitura, que é a meta do Instituto Pró-Livro, a terceira edição do estudo apresenta, ainda, quais os fatores que fariam com que o leitor frequentasse mais as bibliotecas. Ter mais livros novos, melhor acesso, ter títulos mais interessantes e contar com atividades culturais lideram as indicações dos brasileiros

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Prêmio Agente Jovem de Cultura

Prêmio Agente Jovem de Cultura
MinC recebe inscrições para concurso, voltado para jovens, até 31 de janeiro de 2012

O Ministério da Cultura publicou nesta quarta-feira, 14, no Diário Oficial da União (DOU), o edital Prêmio Agente Jovem de Cultura: Diálogos e Ações Interculturais. Por meio da Secretaria de Cidadania Cultural, o MinC vai premiar 500 iniciativas de jovens entre 15 e 29 anos. As inscrições para a premiação estarão abertas de 15 de dezembro de 2011 a 31 de janeiro de 2012.
O edital é uma parceria entre o MinC – que investirá R$ 2,9 milhões – e os ministérios da Saúde (R$ 1 milhão) e do Desenvolvimento Agrário (R$ 600 mil), além da Secretaria-Geral da Presidência da República/Secretaria Nacional de Juventude (R$ 500 mil).
Podem concorrer ao prêmio iniciativas existentes e já concluídas nas áreas de comunicação, tecnologia, pesquisa, formação cultural, produção artística, intercâmbio e sustentabilidade. Cada selecionado irá receber premiação no valor de R$ 9 mil. Os premiados poderão se inscrever de acordo com a faixa etária: serão 200 bolsas para jovens entre 25 e 29 anos, número igual para aqueles que têm entre 18 e 24 anos e outras 100 para os jovens de 15 a 17 anos. As inscrições poderão ser feitas pela internet, por meio do SalicWeb, ou pelos Correios. O MinC lembra aos interessados que as inscrições online só serão efetivadas depois que o inscrito clicar no botão “Enviar”.
O edital terá duas fases: habilitação das propostas (análise documental eliminatória) e seleção (eliminatória e classificatória). Os projetos serão avaliados a partir dos seguintes critérios: criatividade, inovação e boas práticas; impacto social da iniciativa; comprovação da qualidade e efetividade das estratégias de comunicação e de estratégias que promovam o empedramento para o autocuidado; sustentabilidade valorização da cidadania e da diversidade cultural brasileira.
Para a secretária de Cidadania Cultural do MinC, Márcia Rollemberg, é importante identificar e valorizar o que vem sendo feito por jovens que trabalham com a cultura no Brasil. “Esse prêmio é o primeiro passo de um processo de ação mais ampla e permanente, que vai envolver trabalhos de fortalecimento da formação do agente jovem de cultura, incluindo bolsas de formação, com uma parceria, também, do Ministério da Educação (MEC)”, diz a secretária.